quinta-feira, 31 de agosto de 2017

DA JANELA

Estou viciado em sentimentos,
Olho em tudo em minha volta e fico procurando os sentidos,
As razões,
Os apelos e não apelos até das folhas secas no quintal.
Mas eu lembrei que não tenho mais quintal,
Da janela só vejo asfalto e calcinhas penduradas nas janelas,
Da janela,
Só vejo a esperança de dias melhores,
Seguindo os rastros de pardais, que já sobrevoaram essa rua.



Eriberto Henrique, Jabotão-PE. 01 de Setembro de 2017.


Por mais de 500 anos em coma

 

             Muitas reivindicações, palavras ditas ao calor da revolta, de um povo cansado da chibata, cansado da grande senzala que se tornou o país, que cresceu nos jeitinhos de saqueadores, exploradores de novas terras, burgueses e reis falidos, que encontraram na Ilha de Vera Cruz, uma possibilidade de voltar as suas riquezas. Uma pátria rica e violentada desde 1500, que passou por revoluções e teve sua independência comprada, e forjou seu povo a base de preconceitos e interesses pessoais. Religiões, crenças, mitos, o Brasil virou uma mão solteira de braços abertos, um lugar de fronteiras curtas esperando um novo visitante fazer morada, um país de muitas raças e muito racismo, onde a violência deu lugar ao diálogo.

              Chegamos aqui, em século que nem acreditávamos que viveríamos, olhando pelas janelas de nossas almas, um Brasil de bandeiras hasteadas, tentando um novo futuro, para se redimir de um passado. Fico aqui pensando o que Dom João faria, ao chegar no Brasil e vê os índios e com suas flechas dizendo, fora daqui, mas deixando nosso passado de lado, o que vejo é as tribos de agora nas ruas, dizendo para os reis que em nosso país não existe monarquia, que somos realmente uma democracia, que fala, que escuta e que vê, que tem capacidade de tornar seus sonhos realidade, e refletir na pele as cores de nosso país. Porque esse é o nosso lugar, porque aqui nascemos, com todas as dificuldades e tropeços, somos brasileiros de nacionalidade, querendo ou não, temos responsabilidade com nossa herança.

              Que as pautas estejam na mesa, que os diálogos sejam decisivos e sinceros, que a paz e o bem estar da nação, estejam em primeiro lugar, que juntos possamos escrever uma nova história, de um começa que já virou piada. Não somos o país do futebol, somos o país do futuro, um gigante que por mais de 500 anos, permaneceu em estado de coma.


Eriberto Henrique, Jaboatão-PE. 26 de Junho de 2013

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

GRANDES HOMENS CONSTROEM SEUS DESTINOS

GRANDES HOMENS CONSTROEM OS SEUS DESTINOS

Sinopse:
             Quando ler Eriberto Henrique sinta-se como um cão de guerra, lutador, que nunca desiste. Com altruísmo e cabeça erguida esbravejando a vida, que é uma constante de árduas batalhas.
              Ao ler GRANDES HOMENS CONSTROEM OS SEUS DESTINOS, você conhecerá a mais bela história, sobre o soldado e sua missão de Paz no Haiti no ano de 2006. Além de um soldado cidadão, um poeta, que seguiu trilhando o seu destino no país estrangeiro. E o boina azul sabia que a guerra não estava só nas ruas do Haiti, estava dentro de si mesmo. Assim ao lado dos companheiros de 4° Pelotão, viveu intensos 6 meses de sua vida, ganhando a identidade da guerra, onde a cada dor sentida ou contida, a guerra ficava impregnada dentro de suas almas.
                Leiam com a alma aberta, pois as palavras desse livro podem fazer você perceber, que o impossível é um pretexto para lutar com mais determinação.
Cão de Guerra!


POEMAS DO FIM DO MUNDO

POEMAS DO FIM DO MUNDO
De Eriberto Henrique

    Editora Autografia
Poemas
    ISBN 978-85-518-0164-2
 88páginas

Contato:
Luiza Miceli
luiza@autografia.com.br
Editora Autografia – (21) 3556-8883

Eriberto Henrique lança livro com poemas reflexivos sobre fim de um ciclo

Em Poemas do Fim do Mundo, Eriberto Henrique reúne uma série de poemas que foram escritos por ele durante boatos, por uma profecia, de que o mundo estava chegando ao fim. O autor produziu textos reflexivos sobre sua vida e tudo ao redor, em tom de despedida, encerrando um ciclo e recebendo um novo mundo.

Com palavras tocantes, Poemas do Fim do Mundo fala de diversas vidas, com assuntos dos mais profundos aos mais “ordinários”, das pessoas que vêm e que vão. Utilizando figuras de linguagem como metáforas e rimas, Eriberto prende o leitor e faz pensar, ao mesmo tempo em que entretém. É o livro perfeito para carregar a todo canto e para ser lido a qualquer momento. 

“SUBLINHADAS
Amor que não fica voa para onde não sabe,
Segue como veleiro sem levas
Em um mar de águas turbulentas.
Pássaro sem ninho num inverno rigoroso,
Que treme de frio,
Frio mais que frio,
Congelando veias pós-modernas,
Em poesias sublinhadas
Nas linhas do destino.”

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

SOMOS RELEITURAS DE UM PRETÉRITO IMPERFEITO.


SOMOS RELEITURAS DE UM PRETÉRITO IMPERFEITO.


As cortinas se abriram,
O sol rasgou os céus e invadiu as casas,
Tocando nos olhos remelados,
Pedindo para cada um de nós subir no palco,
E saborear a experiência humana.
Improvisar
Cantar,
Dançar,
Gritar,
Chorar,
Viver à vida e fazer o bem!
Viver esse grande teatro,
Onde cada um de nós é o roteirista,
E o ator principal.

Sentir a energia de estar aqui,
A energia de amar,
De sonhar,
De lutar pelos nossos sonhos,
E viver esses sonhos, nem que seja apenas um segundo.
Fazendo tudo isso sem medo de errar,
E sem se perder nos pretéritos imperfeitos
Dessa releitura que chamamos de vida.
Antes que as cortinas se fechem,
Sem os aplausos no final.



Eriberto Henrique, Jaboatão-PE, 05 de junho de 2017.







segunda-feira, 22 de julho de 2013

TÃO NATURAL

Sentando dentro e fora do meu próprio eu,
Perdido na metafísica contemporânea
Que vai além de uma tela e tinta óleo.
Quem eu sou?
Um derrubado de árvores sentando em uma pedra,
Olhando para o tempo que olha para mim,
Sentindo a vida me dizer que tudo é passageiro,
E escutando o som dos pássaros que sobrevoam as árvores.

Estou sozinho dentro do meu silêncio,
Escutando a voz de minh’alma
Que fala com tanto carinho do verde dessas matas,
Dessa riqueza sem tamanho
Retratada naturalisticamente para atravessar os tempos,
E se tornar imortal.

Sinto o peso lida,
Os ombros arriados,
Os braços cansados desleixados sobre as pernas,
Os olhos miúdos que também falam,
Lacrimejam, ardem,
Castigados pelo sol e pelo suor que escorre.
Aqui nessa sombra,
Estou sozinho dentro e fora do meu eu,
Que vai além de uma tela e tinta óleo.


Caio Martins.  Heterônimo  

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Voltou a florescer.
            Genuíno sempre foi um bom homem, solidário, carinhoso, um pai dedicado e um esposo exemplar. Humilde, sem grandes ambições sonhava apenas em ser feliz, e todo o dia presenteava sua esposa com um buquê de jasmim; recebia como retribuição um lindo sorriso de sua amada e um abraço de gratidão.
             Mas por algum motivo as flores de jasmim, tornaram-se escassas na região, já não era mais possível encontrar nenhuma em sua cidade, levando Genuíno a procurar em outras cidades, porém a procura não dava resultado. O homem acabou achando as flores em outro estado, mas devido à distância só seriam entregues dias depois, por um valor bem mais elevado devido à taxa de entrega, tendo assim que sacrificar suas economias. Ele comprou logo flores para toda semana, pois não sabia quando o jasmim voltaria a florescer na região.                                                                                                                                                                                O fim da tarde chegou, e quando Genuíno chegou em casa sem flores, sua esposa ficou muito chateada e disse que ele já não a amava mais, e nem quis escutar a justificativa do homem, indo foi embora de casa com as crianças para a casa de sua mãe.
                   Na manhã seguinte ela foi à feira, e quando estava comprando legumes, uma moça que vendia flores disse:
_Dona Ângela! Diga ao seu marido que as flores que ele encomendou chegam amanhã, e que ele não precisa mais procurar por outras cidades, nem tão pouco em outros estados, é que o jasmim voltou a florescer.
Eriberto Henrique, Jaboatão-PE, 18 de Julho de 2013

 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Eu!
Você!
Nós dois voltando para casa
Depois de aventuras sem aventuras,
Cansados,
Deselegantes,
Com respiração agitada e olhos inchados,
Vermelhos,
Já sem a remela e as velhas orelhas,
Deitados em nossos pensamentos,
Idealizando abraços
Que são mais que poemas.
Idealizando certezas de novos caminhos,
Repletos de carinho e flores
Que exalam perfumes de amor.


Eriberto Henrique, Jaboatão-PE, 19 de Junho de 2013